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Projeto Premiado

O Centro Cultural e Recreativo do Clube Pinheiros (CCR) teve seu projeto orientado pelos seguintes princípios:
- pela transparência e abertura das suas fachadas;
- pela presença das escadas principais no vazio proposto entre o edifício e o clube;
- na realidade, acomodadas entre os dois planos da fachada.

QUADRO ATUAL E ESTRATÉGIA
O CCR conta hoje com uma ala bastante organizada e adequada – o lado do boliche, bolão e auditório – e uma ala que carece de maior organização – bocha, cozinhas e restaurante. Como principal estratégia específica do CCR, propõe-se concentrar a ampliação necessária na verticalização dessa segunda ala.

IMPLANTAÇÃO
O CCR encontra-se localizado junto a uma das portarias do clube e alinhado com a Rua Tucumã. No alinhamento oposto, ele encontra um largo espaço vazio configurado por um dos campos de futebol, o que torna sua posição não apenas oportunamente acessível, mas especialmente privilegiada em termos de vistas para o restante do clube.
Tendo em vista essa situação, o projeto proposto para sua revitalização foi concebido para que o edifício, atualmente bastante fechado, passe a ser muito mais aberto, com sua principal circulação vertical desenvolvida ao longo da fachada voltada para o campo.

ACESSOS EXTERNOS
Em função da proximidade com a Rua Tucumã, propõe-se eliminar os atuais acessos de serviço das cozinhas, localizados na alameda interna desenvolvida no eixo da portaria, com intenso movimento de sócios, e concentrar e organizar esses e os demais acessos requeridos ao longo das calçadas dessa rua.
Para minimizar as interferências viárias e com o próprio clube, imaginou-se adequar e potencializar o drop off existente para que ele receba e acomode todo o movimento de veículos:
- para a carga e descarga do auditório/teatro, foi prevista uma nova derivação que, rebaixando-se em rampa, constitui-se como a doca necessária junto ao monta carga proposto;
- para a carga e descarga das cozinhas, foi proposto o alargamento do drop off e a criação de dois berços de estacionamento de VUCs (veículos urbanos de carga) que não obstruam e interfiram com a passagem dos demais veículos;
- e o embarque e desembarque de sócios foi preservado em seus moldes atuais.

Para melhorar a entrada dos sócios, foi proposta a qualificação da frente voltada para a Rua Tucumã, para que quem deseje ingressar no edifício possa fazê-lo diretamente por esse lado, de modo confortável. Essa frente renovada servirá também de apoio e espera coberta para a portaria, na forma de uma varanda.
Para o acesso independente do eventual público externo do auditório/teatro, foi prevista uma nova entrada, no alinhamento do monta carga proposto e de uma das novas escadas principais, os quais, nos horários dos espetáculos, deverão ser usados para o transporte exclusivo desses usuários, de modo independente. Como o monta carga não funciona durante os espetáculos, ele deverá ser aproveitado também para o transporte de passageiros.


ficha técnica | institucional

local:
São Paulo, SP
projeto:
2017
arquitetura:
MMBB + ATM + Estúdio Módulo + Hugo Mesquita
Marta Moreira, Milton Braga, Márcia Terazaki [coordenação geral], Marcus Damon, Guilherme Bravin, Hugo Mesquita
equipe:
Alessandra Figueiredo, Alex Patarro, Amanda Tamburus, Ana Carolina Hidalgo, Anna Luiza Gaspar, Daniel Korn, Gleuson Pinheiro, Júlia Marques, Maria João Figueiredo, Martin Benavidez, Victor Oliveira
estrutura e fundações:
Inner Engenharia
instalações prediais:
PHE Projetos
luminotécnica:
Lux Projetos
climatização:
Fundament-AR Consultoria
automação, segurança, supervisão predial e comunicações:
Si2 Consultoria
conforto ambiental, acústica, eficiência energética:
Joana Gonçalves, Rodrigo Cavalcante, Marcelo Mello
cenotecnia:
GS Lanfranchi 
cozinhas:
Nucleora Arquitetura 
esquadrias:
Eder Cordon Mehes Consultoria
paisagismo:
Bonsai Paisagismo
orçamentos:
Nakamura Galvão Orçamento e Planejamento


premiação

| 1o. Prêmio |
Concurso para o Centro Cultural e Recreativo do Esporte Clube Pinheiros


publicações

PROJETO design 441 / link
ArchDaily BR/ link